domingo, 28 de novembro de 2010

Eu falo égua moleque tú é doido!


Passando por algumas comunidades no Orkut e encontrei uma, a qual  tem algumas expressões tipicamente paraense e que eu falo muito.
“Teu bonde chegou lotado?
Deste uma topada?
Viste um filme muito firme?
O Leão levou o farelo?
O Papão levou o destempero?
Tua bicicleta esbandalhou?
Tem gente pitiú perto de ti?
Queres dá-lhe naquela varejeira?
Tua mãe te ralhou e te deu um coque?
Te esculhambaram e tu ficaste mufino?
Tá só carapanã a tua casa?
O popopô quase vira?
O moleque pulou de carambela no garapé?
Tu tá na pedra?
Viste um vira-lata cheio de tapurú na orelha?
Vivem frescando contigo?
Tem um tolete porrudão no banheiro?
Tem visagem na tua casa?
Teu chefe tá rebarbado? Tú só és potoca?
Esmigalharam teu dedinho no Círio?
Tá tudo muito palha?”
E outras do tipo:
“Mana! Tú nem sabes”
” Mas quando já!”
“ Ele fica só abicorando”
“ Isso aqui tá pai-d’égua”
E quando está cansado de alguma coisa ou está surpreso com algo, solta aquele: “ÉGUA MOLEQUE TÚ É DOIDO”
Então, quem for ao Pará ou conhecer algum paraense, não se assuste com algumas expressões.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Dia das crianças

Pela ONU o dia mundial das crianças é 20 de novembro, por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Mas alguns países têm uma data efetiva de comemoração. No Brasil se comemora no dia 12 de outubro como todos sabem. No Japão tem dois dias, 5 de maio para meninos e 3 de março para meninas. Já aqui na França não tem, que pena! Pois acho que este é um dia tão especial quanto o natal. E o mais importante é respeitar e dar carinho a todas as crianças!
Mas não é sobre as datas que quero falar aqui neste post. Quero mostrar um pouco das coisas que fizeram parte da minha infância, sendo uma forma de comemorar este dia.

Hoje me deu muita nostalgia, lembrei de tantas coisas maravilhosas que passei nesta época. Principalmente dos programas de tv e até das publicidades que enchiam nossas cabeças, como: “Não esqueça minha caloi!”, “ Lá lé li ló Lú patinadora...”, “Sentada na calçada de canudo e canequinha...” ,"Nada mais gostoso do que o bubbaloo banana..."e por ai vai. Adorava brincar na rua e dentre as brincadeiras que eu mais gostava, estão: queimada, gato mia, taco, policia e ladrão, telefone sem fio, pular elástico, amarelhinha...ufa!! são tantas, que poderia passar o resto do dia contando vários tipos de brincadeiras.

E pra relembrar de algumas coisas que fizeram parte daquela época (pois minha infância foi nos anos 80), coloquei algumas fotos. Vejam e me contem do que sentiram saudades.

Pogobol - disputava corrida com eles e os pés ficavam cheio de bolhas 
Chuquinha - esta bonequinha tinha vários acessórios para se cuidar de um bebê
Vídeo Game Atari
Jogo da memória mico doido
Xuxa e Paquitas - eu imitava a Pituxa Pastel
Meu primeiro LP da Turma do Balão mágico
bombons e chocolates

caozinho snif snif, album de figurinhas, caneta colorida e perfumada, bambolê, pirulicóptero
Série japonesa (Jaspion, Chengeman, power ranger) e Chaves

Uma das melhores infância! Espero que a nova geração tenha muita história, como a nossa, para contar no futuro.

domingo, 10 de outubro de 2010

Uma história de fé e devoção.


“No mês de outubro, em Belém do Pará, são dias de alegria e muita fé, começa com uma extensa romaria matinal o círio de Nazaré” (samba enredo da escola Unidos do Viradouro em 2004).

O círio de Nazaré é o maior evento de fé e religiosidade, em devoção a Nossa Senhora de Nazaré, que acontece todo 2º domingo do mês de outubro em Belém do Pará, sendo celebrada desde 1793. Para nós, paraenses, é como se fosse o Natal, em que todos fazem seus preparativos para a festa. A diferença é que não existe o consumismo pelos presentes de Natal. A tradição do círio está no almoço com a família, realizado no domingo, que é composto por comidas típicas do estado como, pato no tucupi, maniçoba e há também outros símbolos como, os brinquedos de miriti, o arraial, as novenas. Já o Natal, infelizmente aos poucos está perdendo o sentido para muitos (o sentido da comemoração do nascimento de Cristo), e o Círio não, continua firme e forte, crescendo a cada ano em número de romarias e de romeiros.
Alguns estudiosos estão considerando o Círio de Nazaré em Belém do Pará, como sendo a maior manifestação religiosa do Planeta. Consegue congregar dois milhões de pessoas em uma só manhã.
A manifestação estende-se por 15 dias, em que se destacam: o translado de Nossa Senhora, a romaria rodoviária, romaria fluvial, moto-romaria, transladação, procissão do círio e por fim o recírio.


A História: Em 1700, Plácido, um caboclo descendente de portugueses, andava pelas imediações do igarapé Murutucu (área correspondente, hoje, aos fundos da Basílica) quando encontrou uma pequena estátua de Nossa Senhora da Nazaré. Essa imagem, réplica de outra que se encontra em Portugal, entalhada em madeira com aproximadamente 28 cm de altura, encontrava-se entre pedras lodosas e estava bastante deteriorada pelo tempo.

Plácido levou a imagem consigo para casa, onde a tendo limpado, improvisou um altar. De acordo com a tradição local, a imagem retornou inexplicavelmente ao lugar do achado por diversas ocasiões até que, interpretando o fato como um sinal divino, o caboclo decidiu erguer às próprias custas uma pequena ermida no local, como sinal de devoção. A divulgação do milagre da imagem santa atraiu a atenção dos habitantes da região, que passaram a acorrer à capela, para render-lhe homenagem. A atenção do então governador da Capitania, Francisco da Silva Coutinho, também foi atraída à época, tendo este determinado a remoção da imagem para a Capela do Palácio da Cidade, em Belém. Não obstante ser mantida sob a guarda do Palácio, a imagem novamente desapareceu, para ressurgir em seu nicho na capela. Desse modo, a devoção adquiriu caráter oficial, erguendo-se atualmente, no lugar da primitiva ermida, uma capela, hoje a suntuosa Basílica de Nossa Senhora de Nazaré.
FONTE: Wikipédia.

Sou feliz por fazer parte deste povo e de ter sempre acompanhado esta manifestação de fé. Desejo um Feliz círio a todos, independente de qualquer religião. O importante é o sentido da fé.

Romeiros na corda, a qual sutenta a fé na padroeira, possui em média 400m de comprimento.
 Fotos retiradas de sites.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O retorno...

Como fui ingrata durante este tempo todo. Troquei o blog para viver no twitter! Desculpem aqueles que visitaram meu blog em busca de alguma novidade.

Só para atualizar o que estive fazendo o tempo todo, posso resumir numa palavra, DESCOBRINDO...é isso mesmo. Durante este tempo, passei descobrindo diversas coisas, boas e más, sobre o novo país que me acolhe. Mas neste post falarei de uma coisa muito boa...fiz novos amigos que já tem um lugarzinho especial em meu coração.
Conquistar novas amizades é o fundamental quando estamos longe do nosso país, família e velhos amigos.

Para mostrar um destes momentos agradáveis com meus novos amigos, coloquei uma foto do nosso ultimo encontro. Fizemos um pic-nic no Parc Bordelais, com os quitutes que todo brasileiro gosta.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Viver no exterior...


Nunca pensei que morar em outro país, fosse tão burocrático (pelo menos na França é assim!). A escolha aconteceu depois que conheci o “mon amour”, em 2008 no Caribe, onde a nossa história começou. Então decidimos morar juntos, depois de tantas idas e vindas dele no Brasil. O critério escolhido, não foi apenas pela França ser um país “desenvolvido”, também pelo fato do mon amour ter um emprego estável, eu não (pensei: “não tenho nada a perder”) e muitos outros motivos.
No início de 2009, fiz uma visitinha à França, pra conhecer a família, os costumes, a cidade, o ambiente, etc...e assim poderia tomar uma decisão mais certa. Só que a princípio minha visão foi de turista (tudo lindo, perfeito e sem problemas), depois tive que encarar as barreiras que me foram impostas pra se viver aqui.
Existem boas maneiras para se viver legalmente em um país, com os seguintes vistos: estudante (pra mim só se fosse um mestrado em biotecnologia, mas antes teria que fazer um exame de proficiência em francês e este ainda está limitado no bonjour), trabalho (como acabei de dizer, meu francês é zero), casamento (mas isso não é coisa pra se resolver do dia para noite, além de tudo requer planejamento e sem contar que a burocracia é muito maior). Resolvemos oficializar nosso relacionamento com o PACS (um pouco menos complicado), apesar de não ter dado direito de solicitar rapidamente a desejada Carte de long sejour, é aí que começa a saga pela bendita. Voltei para o Brasil para solicitar o visto na embaixada, mas para isso teríamos que comprovar que nosso relacionamento já durava a 1 ano (é mole? Ter que reunir fotos, documentos, carimbos de entradas e saídas no passaporte e tudo mais que comprove que nosso amor não é uma farsa), pagar mais algumas taxas de envio do consulado para a embaixada (99 euros), sem contar que depois de aceito tive que ir até Brasília (morava em Belém)para buscar o passaporte e tirar uma foto pra colar na folha do visto (aproximadamente 250 euros a mais de despesas). E não pára por aqui, ainda fui informada que na minha chegada à França, teria que passar por outro processo de aceitação (exame médico e mais 300 euros). Voilá! Depois de tudo feito recebi a carte de long sejour, mas com um detalhe muito desagradável, o primeiro ano sem poder trabalhar ou exercer qualquer atividade lucrativa aqui (não entendi a lerdice feita pelas administrações, que colocaram minha estadia aqui como visiteur, depois de ter comprovado que meu pedido era pra vida em conjunto). Sendo assim, ainda enfrentarei novas burocracias para mudar de tipo de visa. Santa paciência!